O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), avisou que os meios do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica), destinados aos bombeiros do distrito de Bragança são precários.
O presidente do órgão sindical, Rui Lázaro, em entrevista à agência Lusa afirmou que os meios “são manifestamente insuficientes. À medida que nos afastamos das grandes cidades, principalmente nas zonas do interior – e o distrito de Bragança é um dos mais fustigados – aquilo que o INEM investe e suporta é uma ambulância por cada concelho, o que é pouco”.
Existem 15 corpos de bombeiros nos 12 distritos de Bragança, sendo três deles postos de reserva – Torre de Dona Chama (Mirandela), Sendim (Miranda do douro) e Izeda (Bragança), em lugar de Postos de Emergência Médica, protocolados com o INEM.
Mirandela já respondeu desde o inicio do ano a 41 ocorrências fora da sua área de operação. No ano passado foram 155.
A carência de meios leva a um aumento de tempo que os veículos gastam numa ocorrência, sem poderem atender a outras intervenções. A distância do hospital de referencia distrital também é um fator. O hospital de Mirandela tem vindo a deteriorar, sendo que a urgência médico-cirúrgica, opera como urgência básica, que faz sobrar o hospital de Bragança,a60 km de distância, a única opção.
“Numa grande cidade, quando uma corporação de bombeiros está ocupada, a vizinha está a um curto espaço de tempo. No interior do país, falamos muitas vezes de mais de 50 quilómetros. Não é compatível nem aceitável, porque vai fora de tempo, que pode muitas vezes custar vidas”, salientou o presidente do sindicato, que defende que duplicar o número de ambulâncias protocoladas, seria a solução.
Jornalista: Mafalda Morais